segunda-feira, 5 de março de 2012

ARTIGO DO AUGUSTO ACIOLI:"PELO FIM DO VOTO SECRETO NO BRASIL"

PELO FIM DO VOTO SECRETO NO BRASIL

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Parece incrível, porém, esta grande lição de resgate da dignidade parlamentar e política em nosso país, algo que deveria ser seguido e ampliado, nacionalmente, é prática comum nas eleições ou votações em entidades desportivas que já adotam, há décadas, o voto em aberto, favorecendo desta forma princípios éticos, morais, transparência administrativa e contribuindo para reduzir, através de uma exemplar disposição estatutária, tentativas ou ocorrências de acordos espúrios aos objetivos federativos.

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Cito, como exemplo, a ser seguido, a Federação de Judô do Estado do Rio de Janeiro – FJERJ que, no ano de 2012, alcançará a invejável marca de 50 (cinqüenta) anos de pleitos em que as manifestações de voto ocorrem a viva-voz.

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Ao longo de sua história iniciada em 09/08/1962 sempre existiram chapas de oposição disputando eleições e, justamente, em defesa disso, esse sistema de votação permaneceu consagrado e intocado.

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O voto secreto só deve existir nos casos em que os eleitores são levados a optar em cenários nacional, estadual ou municipal por aqueles que os representarão. Este procedimento visa protegê-los e resguardá-los de retaliações, sendo a única hipótese que se justifica, pois, na outra ponta posiciona-se o Estado, ou poderíamos afirmar o poder maior da república.

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Penso que os detentores de mandatos eletivos, no Brasil, deveriam – enquanto ainda é tempo – reverem posições e realizarem que a consciência política nacional está evoluindo e as cobranças populares a respeito deste mecanismo de votação se tornarão, a cada dia, crescentes.

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A Lei da Ficha Limpa não se encerra em si mesma, muito pelo contrário, é uma nova página do receituário de cidadania imposta pela vontade popular.

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É importante que todos nós realizemos que as trocas de poder no mundo civilizado não mais se processam via movimentos armados; isto é coisa do passado.

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Um cidadão comum, nos dias atuais, diante do teclado de seu computador possui um poder de arregimentação de iguais muito maior do que as mais competentes assessorias políticas de anos recentes. E se, adicionalmente, utilizar os recursos disponibilizados, sem ônus, pela multinacional americana Google que captura, seleciona, ensina, treina, testa e transporta idéias e/ou pensamentos ao longo do planeta, então nem se fala.

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O saber deixou de ser uma caixa preta, exclusivamente, administrada pelos poderosos ou aqueles favorecidos pela riqueza material.

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Lembro-me, ainda jovem, haver ouvido que o meu já falecido pai, Esdras Accioly de Oliveira, aprendera, sozinho, a língua inglesa e a francesa pelo estudo da grafia fonética quando residia no interior da Paraíba. Hoje, esse hercúleo esforço seria impensável, além de desnecessário.

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Em resumo, o amplo acesso à informação está trazendo grandes mudanças no proceder dos cidadãos brasileiros, algo que, talvez, os titulares de mandatos eletivos federais ainda não tenham se dado conta e, por isso, continuam trabalhando, apenas, 02 (dois) dias por semana, assinando listas de presença no plenário e embarcando, em seguida, para seus estados de origem, recebendo gordos salários, eternizando direitos e benefícios previdenciários, médicos, etc., acumulando crescentes fortunas, participando de não disfarçadas negociatas envolvendo cargos públicos, debochando da vontade popular e o que é pior, consagrando a imagem tornada pública por um ex-presidente da república quando ainda fora do poder afirmou que o Congresso Nacional Brasileiro era a “Casa dos 300 picaretas”.

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Os dias dos ocupantes de cargos públicos com este perfil estão terminando.

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Sugiro até que eles comecem a engolir seus últimos brioches, pois os contingentes de novos votantes estão se dando conta de que não é mais razoável permanecerem alheios ao que se passa na mente daqueles a quem elegem e que decidem, p. ex., sem demonstrar qualquer emoção ou culpa, a favor do crescimento de uma já asfixiante carga tributária a ser suportada pelos contribuintes, bastando para tanto pressionarem, rapidamente, seus discretos botões de votação.

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A grande conquista que o exercício do VOTO ABERTO proporciona é a transparência total entre candidatos, eleitores e opinião pública.

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Esse sistema que expõe aqueles que legislam sobre interesses públicos à avaliação popular é abominado pela maioria de políticos brasileiros que o rejeitam para melhor se posicionarem diante de eventuais interesses pessoais a serem favorecidos a cada discussão plenária, com destaque para aquelas envolvendo gordas cifras.

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Hoje, o crime de corrupção evoluiu a tal ponto que sua célula-mater migrou - sem disfarce - para o Congresso Nacional, sob o sinistro manto protetor do denominado "VOTO SECRETO".

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Ele é, em minha opinião, o mal maior que alimenta e oxigena o que existe de mais sórdido, inconfessável e criminoso nas decisões de cor cinzenta que a todo momento são denunciadas por corajosos jornalistas brasileiros.

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Atualmente, repousam no noticiário da mídia as derradeiras esperanças da população tupiniquim vir a tomar conhecimento do que se esconde nas entranhas de nosso parlamento.

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A prática do VOTO SECRETO pelos políticos brasileiros deve ser EXTINTA por tudo de ruim que ela acobertou em décadas de existência e EXTERMINADA como a praga maior que vem impedindo que os cidadãos possam acompanhar, de fato, o comportamento dos legisladores no exercício de seus respectivos mandatos.

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Pago para ver a cara dos ladrões do povo brasileiro quando forem obrigados a praticar o VOTO ABERTO, em temas polêmicos ou que envolvam elevados montantes de recursos.

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Nessas horas cuidem-se aqueles que desejam permanecer com a prática vil, histórica e impune – até a presente data – de malversação de fundos públicos.

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Finalizo com a seguinte chamada:

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"ABAIXO O VOTO SECRETO E PELO VOTO ABERTO, NO CONGRESSO NACIONAL, ASSEMBLÉIAS LEGISLATIVAS E CÂMARAS MUNICIPAIS PARA QUAISQUER PAUTAS.”

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Autor: Augusto Acioli de Oliveira

http://www.facebook.com/augao148

sábado, 3 de março de 2012

CONTOS DO MUNIR - 82

QUATRO ONCINHAS MINEIRAS APERTADAS
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Carnaval 2012 Leblon
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Segunda-feira, horário de verão 14:00, a batucada rolava frenética na Dias Ferreira, Espaço Cazuza.
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Eu voltava da praia, lembrei que a banana estava acabando e resolvi ir ao Hortifruti. Deixei as cadeiras de praia na portaria, atravessei a Ataulfo. O bloco, um desses com nome sugestivo: “Empurra que pega”, “Rola preguiçosa”,” Vem em mim que sou facinha” ou sei lá, “Mulheres de Chico” estava programado para sair às 15:00.
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Pensei que daria tempo, o Hortifruti anunciara que ficaria aberto até as 14:30.
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Ledo engano, ao entrar na Dias Ferreira, ondas de foliões já semibêbedos me envolveram, e ademais o mercado cerrou suas portas por prevenção.
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A moça alta, já não tão moça, mas ainda em sua beleza, moradora do edifício vizinho ao Hortifruti, subira em um banquinho no seu quarto, ia pegar na parte de cima do armário o chapéu que usara no carnaval passado. Perdeu o apoio e de uma queda veio ao chão. Sua perna bateu na mesinha com vidro ao lado e teve uma fratura exposta, não desmaiou, e por sorte o celular estava ao seu alcance. Não se chamava Tereza, morava só e nem tinha três cavalheiros que a acudissem.*
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Ligou para um amigo no mesmo prédio que veio logo socorrê-la fazendo um torniquete.
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A ambulância foi acionada e chegou bem rápido a Praça Cazuza. Impossibilitada de prosseguir, os paramédicos saltaram e correram para a residência, apesar de gritarem pedindo passagem, os carnavalescos achavam que estavam fantasiados e não cediam. O resgate só foi possível horas mais tarde.
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Dentro daquele mar de gente não existia corrente dominante. Todos se esbarravam, a muito custo consegui chegar ao Galeto, havia desistido da banana, perguntei ao segurança se havia lugar para um, a resposta:-
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-Tem vinte na espera.
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Creio que na verdade queriam entrar no restaurante, mais para ir ao banheiro do que comer.
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Segui pela Aristides Spinola, alguns foliões estavam por ali. Um vestido de Padre Jorjão levantava a batina e batizava uma amendoeira ali plantada.
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O cheiro insuportável em toda a rua era agravado pelos banheiros químicos.
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Entrei na Pizzaria Guanabara, não existia mesa desocupada, fui ao balcão, Val, a mais recente aquisição do restaurante, uma louraça, mais para destaque de Escola de Samba do que atendente, servia com eficiência os pedaços de pizza, nem olhava para os clientes. Perguntou:
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- O senhor já tem a ficha?
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A fila do caixa ia até a rua. Fui salvo pelo Marquinhos o garçom que nos atende aos sábados e domingos.
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Voltando para casa abri o portão da garagem.
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Escutei:
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-Moço, moço, deixa a gente chegar para fazer xixi!
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Eram quatro oncinhas. As deixei entrar e disse:
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-Tem um banheiro do porteiro aqui.
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-Ah moço não vai dar tempo não, nós quatro estamos apertadas, o banheiro também não tem papel.
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Chamei o elevador e apertei o quinto andar.
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Ih, moço, a mais aflita se contorcendo:
- Por que o senhor não mora no primeiro?
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Por intuição elas acharam logo os banheiros.
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Minha sala estava quente, liguei o ar condicionado.
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Elas voltaram aliviadas e contaram, me mostrando as carteirinhas, que eram estudantes de medicina da UFMG. A menos moça estava fazendo residência.
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Se fizessem o teste do bafômetro, com certeza não passariam.
- O senhor salvou a gente!
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Me abraçavam e me beijavam.
-Está tão fresquinho aqui, deixa a gente ficar mais um pouquinho.
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Uma delas viu o DVD do Mel Gibson.
-A gente pode ver esse filme?
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Foi quando perdi a paciência e disse que elas teriam que ir embora.
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*Terezinha de Jesus
De uma queda foi ao chão
Acudiram três cavalheiros
Todos três chapéu na mão
O primeiro foi seu pai
O segundo seu irmão
O terceiro foi aquele que Tereza deu a mão
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

ARTIGO DO AUGUSTO ACIOLI

AOS HERÓIS BRASILEIROS NA ANTÁRTICA
HOMENAGEM DA FEDERAÇÃO DE JUDÔ DO ESTADO DO RIO DE JANEIRO – FJERJ


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Estimados Internautas praticantes de Judô,
Recebemos do amigo e companheiro de tatames, Comandante Hilton Mascarenhas um importante registro.

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Comunicou que um dos heróis que lutaram até o fim de suas vidas tentando apagar o incêndio da Base Comandante Ferraz, no continente antártico, foi o então primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos, valoroso atleta de competições de judô, civis e militares. 1
Ele, o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo, da Bahia, que também faleceu e o primeiro-sargento Luciano Gomes Medeiros, do Rio de Janeiro, que sofreu queimaduras nos braços e na mão, precisando ser internado em um hospital, no Chile, com a coragem própria dos heróis tentaram impedir que a vida dos 47 demais colegas que se encontravam em área próxima ao local do sinistro corresse risco maior, bem como salvar um patrimônio material e científico desenvolvido, ao longo de décadas, naquela vastidão gelada e estratégica.
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Ambos encontraram a morte na derradeira tentativa de evitar a que a propagação das chamas atingisse os tanques de óleo usados no gerador de energia.4Não pensaram em outra coisa senão Brasil: esta é a grande e única diferença que separa e qualifica os cidadãos de qualquer nação no exercício de uma função pública.

Roberto Lopes dos Santos foi um antigo membro da Família Judoca da Cidade de Nilópolis, Estado do Rio de Janeiro, tendo integrado a equipe de judô da Marinha do Brasil no período de 1993 a 2003. Pertenceu ao quadro de árbitros da FJERJ.



O Comandante Hilton Mascarenhas e o Professor Paulo Vicente lembraram haverem tido o prazer de desfrutarem de sua amizade e companhia em treinos, competições internas e externas, uniformizados com o quimono da Força Naval.

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Outros judocas pertencentes à sua constelação de amigos, dentre os quais Fabio Barros, Francisco Arroio, Rubens Penido, Raimundo Faustino, Michelli Lenzi, Fábio Mancha que a ele, carinhosamente, tratavam como "Santinho" encaminharam a este escriba fotos e mensagens para serem divulgadas no universo internet, dentre elas: "Por mais que tentemos externar sentimentos, nunca será o suficiente. Nosso herói de kimono e farda realizou seu último sacrifício e ofereceu a vida no cumprimento do dever".
Todos que ali foram submetidos a tamanha prova de lealdade à terra onde nasceram, estudaram, formaram-se, constituíram família, e lá representavam 193.000.000 de outros concidadãos são merecedores de respeito e eterna gratidão.

O Judô do Estado do Rio de Janeiro pode orgulhar-se de haver tido entre os seus praticantes o valoroso judoca Roberto Lopes dos Santos um cidadão que permanecerá para sempre na mente de todos aqueles que praticam os ensinamentos originários de uma arte militar que evoluiu ao nível de um esporte olímpico.
Os restos mortais destes bravos militares chegaram à Base Aérea do Galeão, no Rio de Janeiro, às 09h00, desta data. Pelo cerimonial de honras militares, a ambos concedidas, estiveram presentes o vice-presidente da República, Deputado Federal Michel Temer, e o Ministro da Defesa Embaixador Celso Amorim.
Por meio de portaria, o Comando da Marinha promoveu, a partir de hoje, dia 28/02/2012, o primeiro-sargento Roberto Lopes dos Santos e o suboficial Carlos Alberto Vieira Figueiredo ao posto de segundo-tenente.


Cliquem no atalho, a seguir, e assistam ao vídeo apresentando a Base Antártica Comandante Ferraz.

O trabalho é musicado e foi escolhido para lembrar, com reverência e alegria, 02 (dois) brasileiros que não pensaram duas vezes em derramar o sangue em defesa do que entendemos denominar-se PÁTRIA.
http://youtu.be/1mVXbHcuMuY
Autor: Augusto Acioli de Oliveira
Judô Clube Juventude (1964-1971)
3º Dan diplomado pelo prof. Fuyuo Oide da Associação Lapa-Budokan em 25/05/1969


segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

ARTIGO do OSWALDO SIMÕES

O POVO GRITA POR RESPEITO & VERGONHA
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Realmente, não compreendo a necessidade do dia da “CONSCIÊNCIA NEGRA”.
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Em minha opinião, a consciência não tem cor, e se tivesse que dar nome a este dia deveria ser o “DIA DA PAZ” ou da “CONSCIÊNCIA BRANCA”.
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Branca de Paz, dia em que “os assim denominados brancos”, deveriam refletir sobre as barbaridades, crueldades e discriminações ditas ou veladas, ainda cometidas entre humanos em nome de uma “pseudo-superioridade" inexistente.
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Precisamos refletir mais sobre essa sociedade em que o homem explora o homem.
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Que humilha, discrimina, fere física, emocional, social e culturalmente, pelo simples prazer de sentir-se ou dizer-se superior.
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Do homem que escraviza o homem.
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Do homem que mata o homem, por inveja, ciúme, poder ou sem razão alguma, só por instinto ou impulso irracional.
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Pais e Mães que jogam filhos pela janela ou os abandonam em calçadas, matagais, lixeiras, rios ou lagoas.
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Filhos e Netos que ofendem, agridem, roubam ou matam pais e avós.
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Enfim, uma sociedade voltada para o “Ter” e não para o “Ser”.
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Pobre coletivo que não possui o básico: Respeito e Paz. Mesmo aqueles que, supostamente, possuem “poder”, nem sempre estão em "paz": como exemplo, os políticos que detém mandatos legislativos, mas, não possuem mando, de fato, pois estão sempre "nos balcões" a espera ou a reboque de interesses não republicanos.
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Precisamos de líderes que tenham “Poder e Sensibilidade” para não perpetuarem diferenças descabidas.
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Que resistam à corrupção, aos conchavos e que façam atos significativos para a história pátria como a Princesa Isabel em sua Lei Áurea.
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Que tenham uma visão INTERDISCIPLINAR e que, realmente, se preocupem com todos e não com uns poucos, ou consigo mesmo, numa visão INTRA.
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Que façam o que é necessário e não o que lhes preencha as cuecas.
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Que usem o dinheiro público para o bem comum e não em benefício próprio, como lemos, diariamente, nos jornais, escândalos vários, em sua maioria “apurados” e “impunes”.
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Não queremos políticos que distribuam “Bolsas Família”, ao invés de oferecerem dignidade através de empregos.
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Que garantam vagas por sistemas de cotas, uma política que ratifica as diferenças, ao invés de ampliarem os investimentos em educação, de forma a estender tais direitos a todos.
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Que deixem a desejar nos setores de saúde, habitação, segurança, trabalho, transporte, etc.
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O povo grita por respeito e vergonha.
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Basta! vamos mudar: temos, realmente, que mudar.
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Mudar a mentalidade de “levar vantagem em tudo”.
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Deixar de ser “esperto” ao invés de honrado e honesto.
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De fingir ser digno, mesmo tendo, contra si, várias denúncias de crimes cometidos em todos os níveis da república, até mesmo no Senado Federal, cenário onde ocorrem fatos que nos remetem a um clima consentido de pseudo-honradez.
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O Brasil precisa de consciências passadas a limpo, diariamente: cristalinas e transparentes.
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Queremos não só o que está escrito como lema de nossa bandeira: “Ordem e Progresso”; mas, sobretudo, o que este pensamento contém em sua essência: Honestidade, Respeito, Ética, Moral, Responsabilidade e Cidadania.
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Autor: Oswaldo Cupertino Simões Filho
Mestre em Educação Física - Universidade Gama Filho - UGF
Pós-graduado em Ciências do Treinamento Desportivo - UGF
Fisioterapeuta Formado
oswaldosimoes@hotmail.com

sábado, 18 de fevereiro de 2012

ARTIGO DO AUGUSTO ACIOLI

"Come to live The Rio Sensation"
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De que adiantam severas falas de autoridades e políticos se continuam sendo distribuídos, no exterior, vídeos como este "Come to live The Rio Sensation" voltados para incrementar o turismo, na Cidade do Rio de Janeiro, com explícito apelo sexual.
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As cenas que assistirão clicando no atalho transcrito, ao final, demonstram que existe uma nova, moderna e não disfarçada estratégia em curso no sentido de serem criados, progressivamente, múltiplos cenários morais, neste país, não importando o custo final que o povo brasileiro será obrigado a pagar.

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A falsa liberalidade sexual apregoada como um fato corriqueiro no Rio, mascara, em minha opinião, algo sórdido e de objetivos diversos e inconfessáveis.
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Não acredito que esta aberração publicitária tenha origem na comunidade gay, segmento populacional, altamente, consciente do espaço que já ocupa.

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A mencionada produção, além de discriminatória em relação ao resto da população do município, sinaliza digitais de indivíduos que pretendem "tirar casquinhas eleitorais" em conquistas pelas quais, quem sabe, jamais tenham lutado ou, sequer, aderido.
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Se o objetivo de alguns é destruir a estrutura familiar nacional ou transformar o Brasil em uma nação BIG-BROTHER que o façam, mas não via a exposição de logomarcas governamentais ora copiadas, abaixo, procedimento este que passa a exigir explicações à sociedade.
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Penso que os entes públicos citados no referido filme deveriam se dirigir à mídia para confirmar ou desmentir tal apoio ou patrocínio, ficando claro que, se não autorizado, seriam acionados os fiscais da lei para responsabilizar seus autores.
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Assistam o vídeo cujo atalho encontra-se reproduzido, adiante, e tirem suas próprias conclusões.
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A minha já se encontra expressa através do presente texto.
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http://www.youtube.com/watch?v=NV-LE01K8dc
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Autor: Augusto Acioli de Oliveira

http://www.facebook.com/augao148

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

CONTOS DO MUNIR 81 - FETTUCCINI - final

Fettuccine Final (Reler antes as partes 1 e 2)

Aos leitores:
Designer que faz miniaturas de cadeiras de palhinha.
Mineiro que é meu crítico favorito.
BB pqp.
Moça de shortinho.
F. J’ai perdu ma plume dans le jardin de ma tante.
Mineira fã devotada.
Psicóloga Lacaniana.
Brigadeiro F.
DRA. PHD.
J~, tem um cachorro vira-lata tratado como o mais raro dos cães, Pastor dos Pirineus.
Meu amigo J.F. companheiro de blog.
Nicole que povoa meus sonhos.
Músico que me anima.
Minha revisora que lapida meus contos com perfeição Amsterdam.
Turma do Pilates.
Mesa da Rio Lisboa.
Mesa da Pizzaria Guanabara.
Degrau às terças-feiras
Piraquê às quintas-feiras (especial L. JCS. D.)
Banquinhos de cimento do Arpoador.
(Calor humano que nenhuma internet consegue.)
Aeromoça.
Joaquim, português, que diz:- Todo conto tem que ter princípio, meio e fim.
Francesinha.
S. Escultora premiada de cabeças.
Blog SAUNA&KULTURA e seu Diretor Chefe.
Turma Alzuguir.
Filhos: Claudio, Marcio, Marcelo e Cintia e mais Netos, Consogros, Consogras, Genro, Noras.
Capixabas.
Turma do Facebook de Claudio.
L. Virgem de rubéola.
Mara e Antonio.
Escritores do Forte.
E outros tantos, que preciso aumentar Ginkgo Biloba
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Segue Fettuccine (Final)
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Já não agüentava mais ver o Mel Gibson. É verão, a noite quente. Dava para ouvir a chuva forte. Adormeci no sofá. Acordei com Nicole desabotoando minha camisa.
-Você estava suando muito, não achei o controle remoto do ar condicionado. Ainda bem que você não ronca, senão eu não poderia ter visto o DVD.
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O filme tinha terminado, ela havia colocado a TV em música. Reconheci a ópera Nabuco de Verdi.
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Nicole tinha tirado a blusa, o sutiã preto rendado da loja Loungerie, contrastava com sua tez branca. Bem perto de mim, senti seu hálito morno e seu perfume mesclado com o cheiro de seu corpo, exalando feromônios. Tentei beijá-la, e ela esticando os braços colocou as palmas das mãos em meu peito, afastando-me de forma gentil e firme, dizendo:
-O que eu quero é uma taça de Prosecco bem gelado e vamos ver o George Clooney.
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Levantei-me.
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A chuva tinha parado, uma lua cheia brilhava iluminando a sala. Fui buscar o controle remoto no quarto, onde o tinha deixado para trocar as baterias.
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Liguei o ar.
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Substitui o Mel Gibson.
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Liguei o vídeo, abotoei a camisa e fui à procura do vinho. Não achei o Prosecco, tinha um Chardonnay. Enchi uma taça e levei para Nicole.
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Ela tinha desligado o ar condicionado e o vídeo, a TV estava novamente em música, tocava o Bolero de Ravel, provou o vinho e disse:
-Não é Prosecco é Chardonnay.
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Saiu do sofá, principiou a abrir a minha camisa outra vez, colando seu corpo junto ao meu.
-Vamos deixar para ver o George Clooney amanhã !

Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

CONTOS DO MUNIR-80: "FETTUCCINE"-parte 2"

FETTUCCINE & A MOÇA DO GULA-GULA- Parte 2

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O Gula-gula ganhou um cliente assíduo e o Mateus, a metade de uma nota de cem reais; a outra metade, eu a daria quando me avisasse que a moça estaria lá.

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Certa noite, me ligou e fui até ao restaurante. Havia na verdade uma linda jovem, só, sentada em um canto do salão. Vestia saia lápis preta, estampada em renda, um toque sensual, valorizando a sinuosidade de seu corpo. A blusa branca decotada o suficiente para delinear a curva dos seios. Olhos de um azul brilhante. Também dispensava maquiagem e apenas a boca discretamente pintada de carmim lhe dava um toque juvenil. Os cabelos longos e louros derramavam-se sobre seu colo. Calçava um scarpim preto de verniz.

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Evidentemente, Mateus se enganara e quase o parabenizei por isso.

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A moça bebia algo vermelho em um copo enfeitado com um galinho verde. Pedi ao garçom que me trouxesse igual, era suco de tomate apimentado, as folhinhas de aipo.

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Creio que ela estava terminando um carpácio de salmão

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Copiando o que eu havia visto em um filme francês, resolvi enviar-lhe um bilhete, torcendo para que ela o lesse e fizesse o que eu pediria.

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No bilhete escrevi:

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-Estarei à sua espera no Armazém do Café, será um momento mágico e único em minha vida.

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Pedi ao Mateus que o entregasse e dei a ele a outra metade da nota de cem.

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Levantei-me, e passei por ela sem olhá-la, dirigindo-me ao Armazém.

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Esperei o que me pareceu uma eternidade, julgando-me um tolo e que coisas assim só acontecem no cinema.

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Ela apareceu, perfume Ô de Lancôme, sorrindo, sentou-se à minha mesa.

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-Também vi esse filme, mas não vou beijar você.

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Começamos a rir juntos, eu meio encabulado.

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- Me chamo Nicole, trabalho em São Paulo e fujo quando quero me livrar da poluição e de meus celulares que não param de tocar.

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A empatia fluiu mais ainda, quando ambos pedimos em uníssono à atendente:

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-Um cappuccino, por favor!

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Ficamos por ali contando abobrinhas e Nicole, olhando o relógio levantou-se, iria passar na loja de discos para pegar um DVD e me convidou para acompanhá-la.

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Comentei que o blu-ray tinha uma imagem bem superior, quando a vi escolhendo um DVD comum.

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-Aqui no Rio não tenho.

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-Em casa eu tenho, falei intuitivamente.

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-Então vou escolher um, ela disse.

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Nicole selecionava os filmes pelos artistas, pegou um do George Clooney .

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-Vamos ver este.

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Subimos.

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Quando viu o “Do que as mulheres gostam”, perguntou:

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- Por que você não me disse que tinha esse?

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Estou vendo o Mel Gibson pela terceira vez.

Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com