quinta-feira, 5 de setembro de 2013

CONTOS DO MUNIR 012/2013



CARTAS PARA NICOLE-1
INTRODUÇÃO

Nicole escreveu a carta para o Psicanalista de Plantão.

A carta já foi recebida por algumas poucas pessoas e respondida.

A primeira resposta é a que segue. Você poderá esperar até que a carta de Nicole seja lida e postar seu parecer.

Existem outras respostas que serão tornadas públicas em breve.
RECADO PARA NICOLE
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Nicole - vi a sua carta e não posso me furtar a responder. Vou conversar com você de mulher para mulher, embora tivesse uma real vontade de tê-la como paciente. Sou Anna Lisa Montaigne - não, não tenho nada a ver com o Michel, o filósofo -, mas estou em Lyon, onde dirijo o Institut de Recherche en Psychologie. Mais sobre mim, você poderá ver no Google.
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Sou seguidora de nosso querido Sigmund e, portanto, deveria escutá-la mais do que falar. Acredito, entretanto, que você não necessita ser analisada e está sim, buscando compreensão.
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A sua procura é pela perfeição. Nicole - a perfeição é divina onde o tempo não conta - no nosso mundinho, nós, “fêmeas desejadas,” ainda somos discriminadas; estamos ganhando terreno, graças a mulheres como nós e me permito comparar-me a você.
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Uma de suas qualidades, realçada em sua carta, é a sua vaidade, não só pela sua beleza, mas também por sua conquista intelectual e independência.
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Tenho dúvidas quanto à atração dos homossexuais por você. Normalmente, são pessoas extremamente sensíveis que reconhecem com facilidade os amigos com os quais se identificam.
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Deve ter sido difícil abaixar a máscara e confessar que, às vezes, se sente triste, mas isto já é outra história.
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Casamento é uma sociedade compartilhada de forma bem diferente dos negócios.
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Não sei a que desilusões se refere, seriam experiências amorosas? Parece que sim, e que o sexo representa, ou representou algo muito importante em sua vida; talvez agora nem tanto.
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Em sua carta, o seu ex-marido tem maior peso que seu amor atual. Em seus “momentos difíceis” você volta no tempo e se sente culpada, talvez por estar fragilizada.
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Viver só, é também uma opção de vida.
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Espero continuar a me corresponder com você e se vier a Lyon, não deixe de me visitar, praticamente moro no Instituto.
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Terei o maior prazer em conhecê-la pessoalmente. Com certeza nos tornaremos grandes amigas.
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Carinhosamente, Anna Lisa.
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

domingo, 1 de setembro de 2013

CRÔNICA DO MUNIR 010/2013



Munir cedeu seu espaço para esta crônica de sua amiga Magda.
DESACELERE PRA CHEGAR LÁ...
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Se não desligar-se, não entre. Deixe celulares, ipods, tablets, razão e mente do lado de fora – ou, melhor, em casa. E permita-se uma experiência sensorial, nu, mas levando só a alma junto, no máximo o coração a tiracolo dela. E adentre a sala escura...
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        Se não fizer isso, com certeza o verei – perplexa – retirar-se porta a fora, no máximo em 30 minutos, indignado e de mau humor...
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        E assim foi, assim é. Se possível fosse, Malick se absteria do fotograma e jogaria direto na tela as emoções humanas: pláft! Mas ele ainda usa o fotograma e um genial parceiro de fotografia, que consegue expressar tudo que o mago do cinema contemporâneo concebe pra nos tirar da zona de conforto. Filósofo, metafísico, místico que passeia por realidades paralelas sem ser nenhum Chico Xavier, o criador de To the Wonder nos leva ao quântico de nossa condição humana, sem tecnologia especial, apenas usando o fio da navalha do que temos de mais básico na expressão terrena: um homem, uma mulher. A possibilidade infinita do encontro; a trivialidade mais consequente da discórdia.
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        Quase cinema mudo, não fosse pela trilha que nos incendeia inteiros e uma palavra ou outra nunca desperdiçada, o diretor é gênio ao esgrimir a imagem, seja da natureza, seja das criaturas: cada olhar e cada flor, cada gesto ou luz e sombra, o movimento em dança que inunda a tela de felicidade, ou o silêncio contido que nos faz quase gritar no lugar do protagonista – vai, por favor, vá... não deixe que se escoe este sagrado instante, esta plena chance de ser feliz! Tudo isso sem palavras, sem o verbo, sustentado só na cena permeável aos sentimentos, poros abertos a respirar com a gente. E quando a palavra vem, ela chega a reboque dessa imagem explícita, apenas completando o quadro. Sutil e quase dispensável. Quase. Porque nada sobra e nada falta, cinema em sua mais pura expressão: emocionante se entregar, sem resistência, à experiência de um filme de Terrence Malick.
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Tão genial este diretor consegue ser, que ao escolher seus protagonistas ele traz um Ben Affleck bem certinho no papel que mais lhe cabe, e Olga Kurylenko no feminino frágil que se fragmenta, ao colocar no outro a plena força que só a si cabe como mulher que é. O padre vivido por Javier Bardem também procura fora o sagrado que lhe falta dentro e, assim, todos os gestos de amor ao próximo nos chegam vazios, quase profanos. O Amor Pleno, do título em português, só é possível naquele espaço interno que nos é peculiar em alguns instantes, entre a célula e o cósmico da nossa infinitude: uma meditação. No filme, apenas um lugar comum: todos procuram fora o que só pode ser pleno nesse sagrado de cada um. Ao chegar ali, mesmo que por um breve instante, nos deslumbramos com um amor possível que não depende de ninguém e de nada mais – partilhável e autossustentável.
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The End: quando sair do cinema, se dê uma chance maior ainda – o silêncio. Será a maior homenagem que fará a Malick. Lembrando Osho, tome uma xícara de chá ou um proseco ali na esquina de um lugarzinho bom. Se estiver acompanhado, apenas brinde olhando fundo no olhar de alguém, sem o verbo atrapalhando o quadro e permitindo um espaço-tempo vir à cena. Ali, talvez brote outra essência diferente das letrinhas que você leu aqui: deixe... talvez surpresas venham à tona. Se sair falando e interpretando tudo, ouvindo e reagindo a cada palavra do outro que com você está, esse mágico ponto vai se perder e o mental de novo sobressair, fazendo deste só mais um filme que a razão adora polemizar. Tim-tim...

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

ARTIGO do JEZER: "MÉDICOS CUBANOS"

Programa Mais Médicos
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A nova moda agora é a chegada de médicos cubanos para atuarem no Brasil. Poder-se-ia dizer tratar-se de mais uma aventura, digamos, “desse quase desvairado governo”, se tal decisão não tiver consequências trágicas. Não sou versado em espanhol corrente, mas por ter residido durante um período por lá guardei um pouco do conhecimento da língua.  Há alguns anos tive oportunidade de ler uma carta de um estudante de medicina cubano endereçada a uma amiga brasileira, com quem tinha travado conhecimento em uma viagem a Cuba. Era simplesmente horrível a sua forma de escrever, com diversos erros gramaticais, concordância verbal e de grafia. Em outra oportunidade conheci, na Espanha uma senhora espanhola formada em Farmácia em Cuba. Era uma pessoa competente, porém, ela mesmo afirmava que somente tivera plena consciência de sua atividade profissional quando de seu retorno a terra natal, Espanha, onde pode, por fim, concluir sua tese de doutorado, após 04 anos de estudos. Seus irmãos que permaneceram em Cuba, exercendo a profissão de Professores, “mendigavam” com um salário mensal equivalente a US$ 100.00 e que era complementado “às escuras” por ela. Paira no ar uma demanda: como poderá um médico viver no Brasil com um salário miserável e ter a tranqüilidade de clinicar com isenção, conhecimento técnico e bom senso?
Jezer Menezes dos Santos
OAB/RJ 25.839                  CPF 258.176.637/91
Rua México, 70 sala 1010 CEP 20.031.140
Tel: 2220-3589 / Fax: 2262-6024

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

ARTIGO DO GUI



Sunday  night special

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Pergamo, casamento, reencontro,  família dos gansos, do 1º ao caçula, Júlio Alberto exigindo a heróica caminhada de palavras estrangulando a idéia. Explosão de sptz, papo cabeça, MENGÃO CAMPEÃO, vírus HIViagens de todos os membros, do centro da Terra aos vizinhos do Sistema solar. Dez dias para convencer o mundo que  o IMPÉRIO ROMANO do FUTEBOL, ALMA do POVO BRASILEIRO, MANTO SAGRADO DE CRISTO é o CLUBE de REGATAS FLAMENGO. Criado antes da explosão do BIG BANG, é, foi e será a alegria de todas as ALMAS VIVENTES, desde Adão, Metusalém, Noé, todos animais selváticos, domésticos, todas as aves  os repteis  e as plantas nas florestas e inclusive as temíveis bactérias, vírus e riquetsias.
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Novamente perseguidos, os CARIOCAS, das mais belas praias do mundo, mais bela cidade do mundo, mais belas mulheres do mundo, melhores reservas petrolíferas do mundo, do melhor fair-play do mundo, despertam inveja, ódio, dos conhecidos e irrecuperáveis LADRÕES de TÍTULOS. O São Paulo, desesperado arranjou 2 penalts a seu favor contra o MENGÃO. Foi pior que o HOLOCAUSTO de TREBLINKA, AUSWITCH e SORBIBOR. Já o Curinthians, larápio arranjou um sorteio farjuto, sÓ jogar com pequenos para chegar a LIBERTADORES NA Taça do Brasil. Meteu a mão no coitado Coritiba. Basta se jogar que dão pênalti para os paulistas. Roubou 3 pts.
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Depressão em família, doença da moda, mulheres  adoram, PRAGA pior que a LEPRA, contagiosa. Filha dodói, chamou papai! Voei pro HAWAII. Contratado 20 U$/h/30 days: 4800 U$: BABÁ da NETINHA. De 9 às 10 hs ALA MOANA PARK. De 10 às 12 hs WAIKIKI BEATH e à tarde 2hs com carrinho pela orla around cadeia Hotéis Hilton, Kahala Mandarin. Praia, Piscina, Jacuzzi, Plataforma. Disposição 1000!!! Não sei surfar, tirando jacaré tomei um caldo batendo a região parietal  contra um coral. Doeu, esqueci. Comida estranha ...AH! BRASIL!. Comi um tal PORCO ENTERRADO com vegetais enrolados tal qual charutos e cor de cocô. Após 1dia virei LOBISOMEM, MULA SEM CABEÇA. Vômitos sanguinolentos, fezes negras .  Andando como bêbado, CHECHÉU, mudo, negativo ,só abria a boca pra falar M!,POPÓ. Disposição ZERO. Minha filha : ÊPA!!! Vou levar pro HOSPITAL!!! HOSPITAL NAAÕ!!! Gosto de mandar os outros para o HOSPITAL. Chama o médico!! Não!! O médico sou eu!! Espera me dê 24hs!! Noite inteira acordado de joelhos  implorei a Deus, Espirito Santo, Nosso Senhor Jesus Cristo para eu aguentar a pressurização dos aviões nas descidas e subidas para eu poder morrer só no Brasil. Parece que veio um exército de miríades de anjos, arcanjos, querubins, serafins, daimones, metatron, Gabriel, Raphael , e ao amanhecer. Vamos pro Hospital? Melhorou? AGORA  TÔ!!!
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Quanto ao retrato do Blog estava ao lado do Rei Saul quando ele estava apertado. No KAHALA MANDARIN só se pode desafogar com traje passeio completo. Paletó azul, camisa e colete brancos, lenços, gravata azul, com bolinhas brancas. Breve mandarei outro com chapéu, camisa, faixa, ceroulas, só do MENGÃO CAMPEÃO.
Francisco Apocalypse Dantas-Médico Escritor
E-Mail: apocalypsedantas@uol.com.br

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

CONTOS DO MUNIR 012/2013



UMA HISTÓRIA ÁRABE
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Ibn Moussa, filho de sheik, era um guerreiro bravo, mais bravo que os bravos guerreiros por ele liderados.Viajava pelas areias do deserto com seus mil camelos. Conhecia cada Oasis, tinha o dom de descobrir a água tão preciosa a seus soldados e a sua alimária. O acompanhava um desenhista e um escrivão que tudo registravam.
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Sua ambição era encontrar o grande lago azul do qual falavam seus ancestrais.
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Tinha recebido orientação de seu pai que sempre deveria seguir para o Oeste, prolongaria sua vida e os dias seriam mais longos.
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Outra caravana, cinco léguas atrás, conduzia as mulheres e os familiares de seus soldados. Dez ou mais homens em revezamento, montados em cavalos árabes, eram destacados para conviver à noite com suas esposas e complementar a segurança. 

 "IBN MOUSSA E OS COMANDANTES DE DIVISÃO"

Ibn Moussa era um gênio em concepção. Desenhos de Da Vinci caíram em suas mãos, ele soube como interpretá-los, construiu bestas gigantes, canhões com projeteis de fragmentação e catapultas de longo alcance. Tornou-se temido e imbatível.
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Tuaregues que atacaram a tropa de Ibn Moussa com o propósito de cobrar o pedágio pago pelas caravanas foram tão violentamente dizimados que desencorajaram outras incursões.
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Ibn Moussa tinha seis divisões:
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Al Zahir- comandava os guerreiros e zelava pelo armamento.
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El Jordan- engenheiro de águas a quem cabia à verificação dos Oasis para abastecimento.
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Jabbar, o calvo,- cuidador das finanças e logística.
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Al Heli -estratégico e tático.
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Deci Dabir- responsável pela apresentação e camuflagem de toda a tropa.
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Hissa Ismail, o silencioso,- harmonizador das crenças dos soldados.
Compondo o grupo- Malik, o venerando, sempre escutado.
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Ibn Moussa reunia-se diariamente com seus chefes de divisões, delineando os planos diários para a missão principal: “Encontrar o Grande Lago Azul a fim da completude de seu povo.”
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O tempo passava, uma nova geração se formava. Perdas eram sentidas, entretanto, o ânimo dos combatentes não esmorecia.
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A visão e a esperança de um Éden a todos inebriava.
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El Jordan e Ibn Moussa sentiram quase que simultaneamente os sinais de que estavam próximos a atingir seu objetivo. Ibn Moussa por seu dom, e El Jordan pelas transformações do solo.
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Tiveram breve a confirmação de haver chegado ao destino almejado.
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O ar mais leve, a temperatura amena.
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As areias do deserto transformaram-se em um verde deslumbrante.
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Mais adiante, a cor azul de um encontro de águas.
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Tinham alcançado o Vale do Nilo.
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com