quarta-feira, 30 de maio de 2012

ARTIGO DO GUI


AFINAL, O QUE AS MULHERES QUEREM?

Passeata, reinvindicação, insatisfação. Anjo do Senhor observa: Basta OBEDIÊNCIA aos Mandamentos, Nobody ROUBA, Nobody MATA, Everybody LOVE. Sobrenatural de Almeida, falecido na década de 20, acordou no meio da Av. Paulista. Sangue bom RUBRONEGRO, mas levou cartão vermelho lá em cima. POLIGAMIA, Japonesinha, Russa do Mau Pelo, Nega do Bundão. Fanático defensor dos GAYS, diminui a concorrência. Marcha das Vadias, Menos Violência, Mais Orgasmos, Estupro=Machismo, Mulher tem Bigode, Indecente é Sexismo, Meu Corpo, Minhas Regras, Meu Corpo, Eu Decido, Me Respeite, de Shortinho ou de Burca, Nem Puta, Nem Santa, Mulher, Amor sem posse é Possível, Eu também tenho Pelos, Sua opinião longe do meu Útero, Eu não sou Bunda, Como Mãe eu não educo Machões nem Submissas, Eu não vim de sua Costela, Você é que veio do meu Útero, Não precisa ser Anti-Homem para ser Pró-Mulher, Femicídio, em 10 anos 43.486 mortes, Lei do Aborto(Depende), Tirem Rosários de nossos Ovários. No meio delas apareceu FERA da PENHA: Que legal, na próxima vai ter BACANAL&CANIBALISMO Ehhhh!!!!!Tererere!!!!

Quando  a mulher inteligente galgou posições na sociedade, a educação dos filhos ficou compartilhada com vários segmentos: TV, Internet, Orkut, Pai lendo Jornal, Twitter, Colégio, Rua, "Galera", Night, Raves, Inglês, Judô, Natação, Academia, Personal Pedofilal Trainer, IgrejaUHUHUHUH, somos como o DIABO GOSTA. Nem alienada nem SuperMãe, disse Ugulepã, depois da última saideira: Mãe Desnecessária, YES, vai se tornando desnecessária com o passar do tempo. Chegou a hora de reprimir de vez o impulso natural materno de querer colocar a CRIA embaixo da ASA, protegida de todos os ERROS, TRISTEZAS e PERIGOS, provocando vício e dependência, como as drogas, ao ponto de eles não conseguirem ser autônomos, confiantes e INDEPENDENTES, prontos para traçar seu rumo, fazer suas escolhas, superar suas frustações. ASAS para VOAR, RAÍZES para VOLTAR, MOTIVOS para AMAR. De Almeida vai a Copacabana, Médicos Esmolando. ImperaDilma: MPqprtiu 568: Médicos terão de usar VESTES BRANCAS SACERDOTAIS, não poderão constituir família, receberão VALE ALIMENTAÇÃO, habitarão em tendas aos arredores palacianos sempre a disposição se todos NOITE e DIA. Serão responsáveis diretos pela VIDA dos pacientes. Caso de`Óbito segundo a lei Faraó Akhenaton&Traficantes DonaMarta serão culpados execução sumária no MICRONDAS. MPqrtiu 569 essa de formidável impacto econômico: Todo Hipertenso&Diabético só poderá retirar 1 cartela por mês, ou de 1 ou de outro. Caso consiga atingir a 4ª década será suspensa toda medicação. Na tentativa de evasão para os países hermanos, o BOPERIO&ROTAPAULISTA farão captura e serão conduzidos na suite10 do. Imperial Satanic Wear. Escolherão a melhor música, L.V. Beethoven&PancadãoAxéBlond. Melhor comida CaviarSushiFondueChocolat. Melhores filmes Transformers3DarkoftheMoon&PiratesofCaribbeanOnStrangerTides. 

Relaxados com perfume de Gardênia&DiidrocodeínaMetadona, permitido cantar mantras, passando para ooutro plano deslizarão para a máquina trituradora empacotadora de alimentos SUPEROGÂNICOS, com roupa meia cueca e a última refeição ainda morninha que irá matar a fome de toda NAÇÃO RUBRONEGRA.
Francisco Apocalypse Dantas - Médico Escritor
E-mail: apocalypsedantas@uol.com.br. 

segunda-feira, 28 de maio de 2012

CONTOS DO MUNIR 87


VIAGEM AOS ANDES:
A CIUMENTA, 
LOS PERROS 
E A ESPIÃ
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Já não havia muito branco, ainda assim o espetáculo era maravilhoso, nossa altitude era de aproximadamente onze mil metros, o diferencial para o solo nos aproximava bastante das montanhas detalhando suas escarpas, os diversos matizes de marrom, os lagos azul acinzentados e a pureza da pouca neve. Dava para lembrar o hino nacional chileno:
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Puro, Chile, es tu cielo azulado,
puras brisas te cruzan también,
y tu campo de flores bordado
es la copia feliz del Edén.
Majestuosa es la blanca montaña
que te dio por baluarte el Señor,
Y ese mar que tranquilo te baña
te promete futuro esplendor.
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Foi assim que me saudou o simpático motorista Felipe que me levou ao hotel.
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O primeiro contato com “los perros” se deu no aeroporto, cães extremamente adestrados, pastores e weimaraners corriam freneticamente a fuçar as malas tão logo entrassem nas esteiras. O policial, por eles responsável, pouco intervinha, tal o adestramento que tinham. Aparentemente, a droga fiscalizada deveria ser de procedência dos EUA, o vôo do Brasil não teve cães.
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A procura dos recém-chegados ao hotel, pela Internet foi imediata. Um turista brasileiro iniciou sua leitura de e-mails, sem perceber que sua mulher havia se posicionado atrás dele, iniciou sua navegação indiscreta. Foi interrogado:
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        - O que você tá vendo?
        -Nada não, mudando a página.
.Sua companheira afastou-se e ele retornou sua leitura.Dessa vez, ela veio bem em silêncio. Foi traída pelo seu perfume e a página novamente virada. A interrogação veio em forma de bronca: Eu vi você mudando, o que está escondendo?
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-E o cara, zangado: Não interessa a você!
Ela, mais brava:
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- Vou para o Shopping! Até mais.
Mais tarde encontrei os dois, já em paz.

Segundo contato com los perros:
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Nas ruas de Santiago, os cães andam soltos, abandonados por seus donos, um labrador ficou ao meu lado na calçada, um pointer se juntou a ele e parados ali ficamos. Quando o sinal abriu, atravessamos juntos. Da outra calçada um terrier cruzou a rua.
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A mim, disseram que antes os cães eram recolhidos a uma tal de Perreria. Uma ONG protetora dos Direitos dos Animais conseguiu que eles ficassem em liberdade. São mais de 200.000, só em Santiago. Só são recolhidos para vacinação quando existe um surto de raiva, o que raramente ocorre. Embora sejam grandes, são mansos, sabem evitar serem atropelados, mas ainda não usam banheiros. Como o clima é seco o efeito nas solas dos sapatos é minimizado. Eles parecem procurar um dono. Um deles me seguiu durante bastante tempo até que voltasse para o hotel. Quando sai novamente, ele ainda estava na entrada. Era um Weimaraner de olhos verdes. A baiana Silvana, do quarto 212, também tinha olhos verdes.
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A PROVÁVEL ESPIÃ RUSSA.
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Disse que se chamava Natasha, nascera na Hungria e fora educada na antiga União Soviética. Aproximadamente menos do que cinquenta anos, morena, olhos claros, porte esbelto, 1m 65, vestindo calças Jeans, blusa e casaco branco, economista em um banco canadense.Integrava o City Tour, levava duas câmeras digitais com teleobjetivas e parecia fissurada em fotografia. Falava espanhol, inglês, mandarim, francês e, naturalmente, russo. Achei estranho que suas máquinas apontassem, além dos pontos turísticos para objetivos estratégicos, instalações militares e navios de guerra.Parece que notou que eu a observava, aproximou-se perguntando em russo qual a minha nacionalidade. Não falo russo, mas entendi o que ela disse, respondi em inglês, ser brasileiro, oficial da Marinha de Guerra.
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Como estávamos sós,(Nicole desistira de ir comigo, alegando ter um Congresso e a viagem coincidir com o Dia das Mães) passamos a conversar amenidades em inglês. Às vezes, me perguntava sobre a Marinha de Guerra Brasileira, quando ficaria pronto o submarino nuclear, se nosso porta-aviões estava operativo, comentários sobre pontos turísticos e novos questionamentos: Se o Comando Sul dos Estados-Unidos já havia estabelecido sua base militar no Brasil como fizera na região de Valparaiso, com a alegação de ser uma base para treinamento das Forças de Paz das Nações Unidas. Se eu sabia como operavam nossas centrífugas de urânio.
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Passei a ser parte de suas fotos, aparentemente era eu o objeto de suas câmeras, o fundo era sempre um complexo militar, uma fragata chilena ou um submarino.
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Combinamos que ela me enviaria as fotos por e-mail, as de pontos turísticos recebi, as outras não.
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Natasha disse que nas próximas semanas iria à Argentina, ao Peru e Venezuela. Iria visitar sua mãe que estava em Maskvá (Moscou), regressando ao seu emprego no Canadá.
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Semana passada, recebi um e-mail dizendo que talvez venha ao Brasil para o carnaval e gostaria que eu fosse seu guia turístico.
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

domingo, 27 de maio de 2012

ARTIGO DO AUGUSTO ACIOLI

EU SOU A PRESIDENTA

Inicialmente, gostaria de enfatizar que rejeito - desde que dela tive conhecimento - a reforma ortográfica imposta "goela abaixo" do povo brasileiro por um cidadão que sempre se vangloriou de não haver estudado e que, ainda assim, por vontade popular, assumiu o mais elevado cargo da administração pública do país.

Sinceramente, não sei qual dos 02 (dois) lados devo parabenizar.
As deploráveis e novas regras ortográficas colocadas em prática, no Brasil, tiveram a principal finalidade de aproximá-lo (o dono da caneta) de possíveis votos de pequenos países de língua portuguesa, objetivando atender a seus monoglóticos delírios internacionais.

As populações totais das nações alcançadas pelo referido acordo "cultural" envolvendo o nosso idioma, somadas - isto mesmo - não atingem 65 milhões de pessoas, ou seja, quantitativo pouco superior a um terço dos nacionais brasileiros.

O português falado, no Brasil, guarda raízes e laços culturais com o nosso antigo colonizador e demais colônias ultramarinas, igualmente, ocupadas ou invadidas (marquem a opção desejada), por suas tropas; tão somente isso.

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Agora, daí para cometer-se um crime contra o idioma pátrio vai uma distância interplanetária.

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A insanidade, irresponsabilidade, deboche e vassalagem contidos na imperdoável ação de lesa-pátria, consumada através desta absurda reforma ortográfica típica de regimes como o daquela aberração revolucionária denominada Pol Pot (que já foi idolatrado por nossos ex-guerrilheiros anistiados), não podem referendar o citado ato impregnado de erros e mesquinhos interesses pessoais; pelo contrário.

Nesta hora é que aqueles auto-proclamamados “intelectuais”, “libertários cara-pintadas de araque”, “esquerdistas progressistas”, “nacionalistas”, “acadêmicos”, professores, congressistas, etc. deveriam questionar o que será feito a respeito dos milhões de textos e publicações já editados em um país que ainda agasalha vergonhosos índices de exclusão educacional, bem como quanto ao destino do acervo de centenas de milhares de bibliotecas espalhadas pelas avenidas, ruas, praças, becos, ruelas, vielas, cortiços e acampamentos existentes nestes 8.513.844 quilômetros quadrados (ensinamento de 1960) de nosso espaço territorial.

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Gostaria que alguém me respondesse de que forma um analfabeto vai conseguir entender, assimilar, aprender ou sonorizar palavras de diferentes significados com grafias idênticas e sons distintos, sem o uso de acentos?

Com certeza, chegariam aos meus ouvidos debochadas e irônicas falas de lavra de alguns dos bem comissionados especialistas de plantão, lotados em gabinetes do ministério da educação, tipo: “ora, digam ao moço que se trata de algo muito simples de resolver, basta que ELES (os excluídos, educacionalmente) prestem atenção ao sentido da frase.”

Pelo acima exposto, não tive qualquer surpresa com relação ao objeto da Lei 12.605 de 03 de abril de 2012  que nada mais é do que um natural desdobramento da inacreditável, se não fosse verdadeira, reforma ortográfica implantada pelo anterior ex-sindicalista-ex-presidente (será mesmo?) - com todo respeito - como escreve conhecido jornalista.

Queiram ou não os senhores ex-barbudinhos de plantão admitirem (alguns ainda têm a cara-de-pau de afirmarem possuir um glorioso curriculum vitae de ações revolucionárias), tais intervenções pontuais seguem o receituário de ultrapassados e bolorentos regimes ditatoriais ou daqueles candidatos a sê-lo.

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Quando um poder executivo não se contenta mais com sua forma companheira de ser e governar através de 38 (trinta e oito), enfatizo, ministérios e passa a editar Leis que impõem, à choldra, vontades pessoais, algo típico de governantes freqüentadores de comissões de direitos humanos das Nações Unidas, é hora de todos começarem a colocar “suas barbas de molho” e pensarem no que mais lhes reserva o futuro.

Parece incrível que a nação brasileira ainda não tenha se dado conta de que as ações governamentais envolvendo o idioma pátrio já passaram, inclusive, a mascarar e interferir na qualificação de atos criminosos cometidos por autoridades.

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Chamar de "malfeitos" apropriações e desvios de recursos públicos é, minimamente, tentar desacreditar respeitados autores dos dicionários de língua portuguesa.

Para mim, o país asiático "Coréia" continuará sendo escrito com acento agudo.

Ignoro a supressão do trema e não dobrarei, jamais, uma consoante em função de cômodas retiradas de hífen (regra que também não concordo), com vistas a tornar corretos rotineiros erros de redação, com destaque para aqueles cometidos por cidadãos que tenham alcançado, em algum momento de suas vidas, um topo que consideravam de contorno imperial e de propriedade privada.

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Se tais mandatários quiserem aprender a ler e escrever que procurem a escola pública mais próxima, pois, principalmente, para elas deveria ser canalizada, e não é, grande fatia da elevada tributação com que somos extorquidos diariamente.

Gostaria que vocês revisitassem as páginas de nossa história recente no capítulo que conferia aos antigos governadores a gestão de bancos estaduais, ou em outras palavras, elegia-se um candidato por 04 (quatro) anos e ele ainda ganhava, de bônus, um banco para administrar; o resultado dessa história todos nós conhecemos, principalmente, os grandes conglomerados financeiros que ficaram maiores e ainda mais ricos.

Com base no exemplo dado, acima, os 04 (quatro) anos de mandato permanecem,  mudaram, apenas, os números envolvidos, que nos dias de hoje já ultrapassam incríveis R$ bilhões, algumas vezes, dirigidos para obras ou serviços, sem licitação, conforme nos repassam destemidos profissionais de imprensa que já começaram a servirem de alvo a matadores profissionais.

O noticiário do jornal O Globo (24/05/2012, RIO, p.21) está municiando os seus leitores com reveladores dados sobre a multimilionária transação, ora em curso, envolvendo a venda do terreno onde está situado o quartel-general da Polícia Militar do Estado do Rio de Janeiro (construção original de 1740) para a construção de um novo edifício-sede da multinacional Petrobras S.A.

A propósito: lembram-se dos 04 anos mencionados em parágrafo anterior?

Afinal qual é o valor do patrimônio histórico de uma cidade como o Rio de Janeiro que é apregoada como o maior pólo turístico brasileiro? memória conservada e divulgada gera, ou não, educação, cultura, riqueza, postos de trabalho e maior arrecadação de impostos?

Esses ocupantes eleitos para cargos públicos têm que realizar, de vez, que seus postos de trabalho são, tão somente, passageiros e que a conta de seus desmandos e deslizes lhes será cobrada, mesmo que tentem usar o artifício de mandarem demolir, antecipadamente, os próprios cujos terrenos desejarem alienar para criarem a situação de fato consumado, de terra arrazada ou, juridicamente, a perda do objeto de uma causa que se afigura como de interesse de toda a população de um estado da federação, excluindo-se, por óbvio, os principais negociadores da transação.

Com os recursos disponíveis que a empresa Petrobras S.A. possui ela poderia construir seu novo edifício-sede em qualquer rincão que desejasse; por que então, justamente, em um sítio repleto de história?

Pego uma carona neste imbróglio imobiliário e faço chegar, pela enésima vez, ao conhecimento de gestores da Petrobras S.A. a seguinte avaliação pessoal: por que razão os senhores não dirigem seus esforços e o poder político que a corporação possui para exterminarem ou domesticarem a cinzenta operação bursátil denominada “Aluguel de Ações” responsável direta pelas periódicas e mastodônticas perdas de valor de mercado da companhia em R$ bilhões de reais que enriquecem, há anos, mega-especuladores e oportunistas, ao invés de tentarem tomar um patrimônio da população do Estado do Rio de Janeiro? Que tal primeiro fazerem o dever de casa, defendendo a empresa e seus verdadeiros investidores ao invés de desrespeitarem o povo e as tradições de um estado da federação?

Mas, voltando aos tais 04 (quatro) anos de mandato:

Estas teclas que ora utilizo não servirão como cúmplices da Lei 12.605, de 03/04/2012, para denominar futuras diplomações, promoções ou nomeações do quilate de "almiranta", "tenenta-brigadeira", "generala", "coronela", "majóra", “tenenta”, "lixeira", "porteira", "agenta de trânsito" e muito menos para enaltecer aqueles que através de seguidas ações oportunistas e revanchistas estão alterando, por absurdo, até mesmo o nome do cargo de Presidente da República do Brasil. 

Autor: Augusto Acioli de Oliveira

quarta-feira, 23 de maio de 2012

CONTOS DO MUNIR - 85


MALANDRAGENS CARIOCAS     Parte 2
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Cena 3 Variante
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O fusca parou rente ao meio-fio no sinal da Avenida General San Martin. A mulher ao volante saltou e pegou a criança no banco traseiro . Acenou para o carro que vinha logo depois pedindo que parasse. Iniciou o diálogo:
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Moço
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-Estou vindo de Rio das Pedras e vim trazer meu filho, que estava com febre altíssima, ao médico, saí às pressas de casa, esqueci de pegar minha bolsa. Por sorte os documentos estavam no carro. Já estava voltando para pegar o Rebouças , quando a gasolina acabou. O senhor não poderia emprestar dez reais para eu ir até ao posto.
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-Obrigado, vou rezar pelo senhor e sua família.
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Creio que a moça faturou tanto, que no outro ano o carro já era um Eco - Sport. Também havia mudado a criança.
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Cena 4
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Sandoval tinha um pedaço de terra no caminho para Campo Grande no Rio de Janeiro. Só lhe dava trabalho, era terra nua, desocupados entravam para fumar maconha, longe dos olhos da polícia. Já havia tentado vender há mais de dez anos. Apareceu um programa de governo: “Plante que o João Garante”.
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Nas proximidades, alguém plantava bananeiras, aparentemente se davam bem na região.
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Sandoval contratou um engenheiro agrônomo que elaborou o projeto. Aprovado, Sandoval recebeu a grana, mas teve uma idéia, pensando nos maconheiros:-
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-Por que não aproveitar aquela mão de obra que estava à sua disposição e pagar a eles com o que mais queriam?
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 E assim, junto com as bananeiras, começaram a crescer saudáveis pés de “erva cânabis”.
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O agora agricultor Sandoval não demorou a perceber que a plantinha lhe garantia lucros bem melhores que as bananas.  Sincronizou a colheita da fruta com o corte da erva. As bananeiras davam cobertura à plantação. Caminhões lotados de cachos verdes, forrados com outros verdes passavam tranquilos pelas barreiras policiais e abasteciam o mercado atacadista da droga e das bananas. Os antigos desocupados eram agora trabalhadores rurais de carteira assinada e, paradoxalmente, excelentes funcionários.
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O ponto fraco no esquema foi um antigo viciado. Arrependido, convencido pela mãe religiosa que considerava pecado o que ele seu filho fazia, resolveu denunciar a plantação ilegal.
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Sandoval , hoje, está preso, mas comanda via celular a venda de bananas e da erva nos antigos pontos, seu comportamento é exemplar e estará livre o ano que vem.
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Cena 5
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O carro parado no sinal da Rua General Venâncio Flores...
(muitas ruas do Leblon têm nomes de Generais e Almirantes, os Brigadeiros eram paulistas)
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A senhora,- para ser politicamente correto e não incorrer em alguma lei proibitiva de discriminação- bastante fora do peso, rosto simpático, bolsa grande de pano, pede que o motorista abra o vidro.
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Atendida, diz:
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-Vim direto de Parada de Lucas, sou passadeira e minha patroa ontem estava sem dinheiro e me disse que eu passasse hoje, que ela pagaria a minha diária, ainda me daria a passagem em dobro. Fui lá, o porteiro contou que ela viajou. Não sei como voltar, tenho que pegar duas conduções, e são no mínimo cinco reais.
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-O senhor poderia me ajudar?
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A dona atravessa a rua e vai para o ponto de ônibus.
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O dono do carro se lembra que deixou seus óculos escuros na casa do filho. Volta lá para pegá-los e retorna pelo mesmo caminho.
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A “passadeira” o aborda novamente sem reconhecê-lo.
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O motorista fica bravo e pede seus cinco reais de volta. 
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

sexta-feira, 18 de maio de 2012

CHURRASCO DA "S & K" do dia 04/05/2012

No dia 04/05/2012 a nossa turma se reuniu na Churrasqueira do Piraquê onde saboreamos um magnífico churrasco, graças a iniciativa do Ledo com colaboração do Edson Nomyiama e muito bem coordenado pelo Maurício.

Foi uma tarde excepcional, onde mais uma vez estivemos juntos, nos confraternizando e matando as saudades.

Lamentamos as ausências dos companheiros Afonso, Ayrton, Aureo, Bruns, Cesar, Coutinho, Leo, Jacob (que se encontrava hospitalizado), Murilo, Roberto, Paulo Cesar, Sachett, Tasso e Walter, que não puderam comparecer devido a compromissos anteriormente assumidos.

Esperamos organizar brevemente outro evento como este, com maior antecedência, permitindo assim que um maior número de companheiros compareça.

Abaixo publicamos as fotos  tiradas pelo Barcala e Jovine, enquanto não recebemos as imagens oficiais do nosso querido Acioli.


Valeu !!!












terça-feira, 15 de maio de 2012

ARTIGO DO AUGUSTO ACIOLI


RITA HAYWORTH

Inaugurei o blog  
http://gaiuscaesargermanicus.blogspot.com 
homenageando Rita Hayworth e apresentando-a ao próprio Gaius Caesar Germanicus, personagem marcante que pertenceu a uma era que só conhecemos através de livros, museus ou passeios turísticos para que ele tivesse uma pequena idéia do que a distância entre as suas respectivas existências lhe fez perder.


Esta superstar brindou algumas gerações de cinéfilos com uma presença marcante, interpretação cheia de glamour, um talento para a dança insuperável, além de uma aura de mulher desejada e fatal.

Afinal, o que esses personagens têm em comum para dividirem este texto?

Entre si, coisa alguma, porém, em termos de importância histórica tudo, pois reinaram absolutos em seus respectivos períodos de apogeu.

Ele, pela fulminante ascensão, declínio, e trágica morte à frente do império romano e, ela, a estrelada e prestigiada atriz que afirmava dormir como Gilda e acordar como Rita, pelo meteórico sucesso, encantando e incendiando corações ao longo de décadas, até que envelhecidas páginas de calendários gritassem aos nossos ouvidos para que acordássemos daquele sonho maravilhoso, pois ela havia partido e não mais se encontrava entre nós. Será mesmo? 

Fiquei em dúvida após ler a mensagem que ora reproduzo, na íntegra, recebida de um grande amigo distante comprovando que o nosso sonho em relação à Rita Hayworth jamais deixará de existir, pois seu talento é imortal, como bem o comprova a coletânea selecionada de suas danças - mágica e tecnologicamente - sonorizadas pelo clássico "Stayin' Alive" dos Bee Gees, datado de 1977. 

"I'm sending this because you're probably old enough to remember Rita Hayworth from her movies in the 1940s. Then, in 1977, the movie Saturday Night Fever was released... and the Bee Gees wrote the songs for the movie... including "Stayin' Alive"! Great song! Here, Rita, Fred Astaire and other great dancers of the '40s are shown with the dancers of the mid 70s (using modern video technology), and the rhythm and lyric of Stayin' Alive are just unbelievably correct for both periods of time!! Enjoy!

         (cliquem no atalho)

Espero que gostem.

Autor: Augusto Acioli de Oliveira
            http://luzesdorio.blogspot.com

sábado, 12 de maio de 2012

DESPEDIDA AO ETERNO AMIGO JACOB ENNES

É com grande tristeza que comunicamos que o nosso querido amigo JACOB ENNES faleceu, hoje, às 11h30, no CTI Coronariano da Veneranda Ordem Terceira.
Seu corpo será velado na Capela 06 do Cemitério São João Batista, amanhã, 13/05/12, a partir das 11h00. O enterro será às 15h00.

segunda-feira, 7 de maio de 2012

CONTOS DO MUNIR - 86


GAROTOS DE ANTIGAMENTE
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Bebeto e Pedro, amigos, moravam no mesmo prédio do Leblon, ambos adolescentes.
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O pai de Bebeto, herói da Força Aérea Brasileira na segunda guerra, era agora piloto da Varig.
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O pai de Pedro, oficial da Marinha de Guerra Brasileira, Comandante de submarino.
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Os dois meninos eram leitores das histórias eróticas em quadrinhos do Carlos Zéfiro, naquele tempo, a revista Playboy era só a americana. Ainda hoje, quando os desenhos do Zéfiro circulam pela Internet, muitos os consideram mais apelativos que as fotos da revista.
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Bebeto e Pedro, ambos virgens, trocavam as revistinhas compradas na banca do Frank e devidamente escondidas dos pais. Falavam de suas aventuras amorosas, solitárias no banheiro e de suas heroínas preferidas: “a tia”, “a prima”, “a babá” e outras tantas.
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Bebeto (todo orgulhoso)
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-Meu pai conheceu muitas moças, disse que quando estava na Itália na época da guerra, namorava pra caramba, ele tinha vinte e cinco anos e era supermulherengo. Depois que conheceu mamãe nunca mais quis saber de outra. Eu até penso que ele é sério e puritano demais, com todas aquelas aeromoças gostosas. Acho bacana.
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Pedro (contando vantagem)
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-Eu não, meu pai é muito paquerador, no outro dia eu o vi com uma moça no carro. Acho até que ele está transando com a mãe do Julinho que é desquitada. Sei que ele vai lá na casa dela pra dar aulas de matemática, e que o Julinho melhorou muito as notas.
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Bebeto (todo esperançoso)
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-Faço quinze anos no sábado e meu pai disse que vai me levar para eu conhecer uma mulher, disse que está conversando com um amigo solteiro para saber onde ir a um lugar seguro.
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Pedro (cheio de inveja)
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-Fiz aniversário mês passado, meu pai ia me levar para conhecer uma mulher também, caí na besteira de falar com meu irmão menor, ele contou pra minha mãe. Ela ficou uma fera e eu só tô no banheiro.
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Depois me conta como foi.
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Domingo, depois do aniversário.
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Pedro (ansioso)
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-E ai Bebeto, como foi? Você parece que tá meio sem jeito. Vai contar? Negou fogo?
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Bebeto (meio cabisbaixo)
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-Cara, não é nada disso, funcionou muito bem, mas as garotas do Zéfiro são mais bonitas. O problema foi com o velho. Que decepção!
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Imagina que logo que chegamos, fomos recebidos pela dona do bordel e quando entramos, ela abraçou meu pai, dizendo:
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-Marcelão!!! Meu piloto preferido!
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-É sempre bom ver você de novo!
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-Trouxe o guri? Vou dar pra ele aquela menina nova que você conheceu semana passada, e pra você tenho algo especial!
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Pedro (animado)
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-Você sabe onde è? Vamos lá semana que vem? Mas só se seu pai não estiver lá!
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Bebeto (desanimando)
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-Sei sim, é na Rua Alice, em Laranjeiras, logo na subida, mas a gente não tem grana pra isso não cara!
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Pedro (de gozação)
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-Levo meu pai!
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com