segunda-feira, 1 de novembro de 2010

"A REALIDADE DO AEROPORTO INTERNACIONAL GALEÃO-TOM JOBIM"


Ao ler a nota publicada no Jornal O Globo (Coluna Gente Boa, 2º Cad., 12/10/2010) referente ao lamentável episódio vivido por nossa querida artista Elza Soares, dia destes, ao retornar de Buenos Aires, me senti motivado a divulgar aos leitores do Sauna & Kultura um fato vivido, por mim, na noite de 28/09/2010.

Ao chegar ao Rio de Janeiro pelo vôo GOL G3 7653 (Ezeiza-Galeão) e após o controle de reingresso, me encaminhei ao setor de bagagens onde pude divisar, ao longe, minha mala deslizando na esteira. Infelizmente, algo me fez desviar o olhar, tempo suficiente para alguém não identificado levá-la, passando, tranquilamente pela porta de saída da área de desembarque pois lá não mais existem controladores de equipagens retiradas. A redução de quadros funcionais ou o descaso/incompetência administrativa para com os passageiros podem ser os responsáveis pelas inúmeras conseqüências culposas e/ou dolosas geradas a partir de tais ocorrências.

Foi o próprio passageiro distraído que, ao chegar a Juiz de Fora, MG., seu domicílio, constatando o engano ligou para mim, no dia seguinte, 29/09/2010 (a etiqueta estava por baixo da embalagem plástica de proteção) informando que, ele mesmo, mandaria devolver - naquela mesma data - minha bagagem na empresa GOL para fazer a troca pela de sua propriedade. O que, comprovadamente, realizou algumas horas após.

Acreditem, além dos aborrecimentos e desgaste pessoal de parentes/amigos que me acompanhavam, na ocasião, para registrar a ocorrência no Relatório de Irregularidades Com Bagagem (RIB) com um mínimo de formalidade e segurança, constatei, com espanto, que o funcionário da empresa GOL, Ronaldo, matr. 4732, recusou-se a fornecer seu nome completo e ainda por cima queria reter meu comprovante original de despacho da mala para anexar àquele processo administrativo interno sob a alegação de que não possuía máquina xerox. Graças à gentileza do gerente da loja Duty-Free, por mim acionado, consegui produzir uma cópia daquele documento.

Somente no dia 30/09/2010 fui informado que a companhia GOL iria devolver a mala em meu endereço, no horário comercial, assim mesmo, obrigando, a mim, o passageiro prejudicado e desrespeitado, a assinar um termo de que não iria acioná-la, judicialmente, no Brasil ou no Exterior, por aquela ocorrência.

Talvez, devesse fazê-lo não só por isso como também pelo assento da poltrona (1C) estar deformado e defeituoso, mesa suja com restos de refrigerantes e pedaços de pão colados e paredes fronteiras imundas (tenho foto).

Só consegui sair do aeroporto às 02:00 de 29/10/2010 após um atrasado vôo GOL G3 7653 que deveria haver chegado ao "GALEÃO-TOM JOBIM" às 21h54 do dia anterior.

Para completar minha odisséia, na saída do aeroporto, a Cootramo Turismo (Táxis) cobrou R$ 81,00 (oitenta e um reais) - sem emitir nota fiscal, apenas, uma cartela - pelo traslado até o Bairro Botafogo e debitou em meu cartão de crédito R$ 90,00 (noventa reais), algo que só fui perceber - dado à desgastante seqüência de fatos por que passara - dias após, ao verificar comprovantes de viagem.

Não recebi, sequer, uma carta com um pedido de desculpas por parte das empresa GOL Linhas Aéreas "Mui" Inteligentes S.A. ou Cootramo Turismo, embora, ambas, possuam meu endereço residencial cadastrado e atualizado.

Infelizmente, pessoal, esta é a realidade do principal aeroporto que dispomos na Cidade do Rio de Janeiro, para recepcionar os participantes e visitantes para os Jogos Olímpicos-2016 e partidas locais da Copa do Mundo de Futebol-2014.

Vocês não acham que já deveriam haver sido adotadas e implementadas, por parte das autoridades responsáveis pelo setor, rigorosas ações administrativas em defesa daqueles que por lá transitam?

Autor Augusto Acioli de Oliveira
augao148@gmail.com

domingo, 31 de outubro de 2010

ARTIGO DO GAIUS CAESAR GERMANICUS

"A MILÍCIA DO PRESIDENTE EU NÃO SABIA"
Por:GAIUS CAESAR GERMANICUS
Quando alguém chama Lulla da Silva de “Chefe de Milícias" ou diz que ele se comporta como tal, sofre um imediato processo de ridicularização, através de deboches e ironias de toda ordem, promovido pelo primeiro mandatário brasileiro que coloca a máquina pública a serviço da presidência da república a favor de suas ambições pessoais e político-ditatoriais. Em tais momentos ele esquece, por conveniência, que representa 193.000.000 de brasileiros.
Memorizem bem as fotos, a seguir, pois elas apontam e denunciam quem é de fato o senhor Lulla-Lá.
O cidadão que se encontra à sua esquerda é o petista Sandro Mata-Mosquito, candidato derrotado a deputado federal. O que está posicionado à direita e com a mão no peito do presidente Lulla-Lá teve papel de destaque na baderna realizada durante a passeata do candidato José Serra no Rio de Janeiro.

Essa criminosa ação ocorrida no Bairro de Campo Grande, município do Rio de Janeiro e que descambou para uma agressão ao candidato à Presidência, José Serra, foi desqualificada pelo Presidente Lulla-lá e sua Candidata Dilma Rousseff sob a alegação de que se tratava de um factóide da oposição a seu governo. Mais uma vez,"esqueceram-se" de informar à opinião pública brasileira que os autores da ação são "amiguinhos do peito".
Esses tipos são os integrantes de uma falsa esquerda brasileira que atua, diretamente, ligada à setores da presidência da república. São ultra-radicais-oportunistas dispostos a tudo para não verem suas bandeiras vermelho-sangue sairem do poder. Não existe a menor dúvida de que, caso necessário, pegarão em armas para atacar, seqüestrar e trucidar seus opositores em qualquer lugar do Brasil.
Em caso de dúvida basta olhar a posição dos dedos de suas mãos para melhor definir o real contorno de respectivas intenções de âmbito comuno-sindicalista.

CONTOS DO MUNIR - 49


JOÃO DE DEUS

Era uma vez um marinheiro nordestino chamado João de Deus.

A recordação mais antiga que tenho de João de Deus é a do meu tempo do Colégio Vera-Cruz, um dos poucos colégios do Rio de Janeiro com piscina. Lá estudavam os Feitosas que brilhavam na natação em campeonatos no Brasil e no exterior.
Eu cursava o primeiro ano científico quando ele apareceu na turma, dizia ser do Ceará, caucasiano, alto, alourado, tipo Miguel Falabella, usava um casaco de couro preto e óculos Ray-Ban, (aqueles que apareciam em todas as fotografias de pilotos americanos que uma revista publicava).
Chegava de moto.

Um dia veio de uniforme de sargento do Exército, disseram que ele fora da Escola Militar, como havia pedido para sair, teria que indenizar os uniformes que lhe haviam sido fornecidos ou cumprir um tempo servindo.
Entrei para a Escola Naval, só retomei contato com o João de Deus, anos mais tarde, quando fui promovido a segundo-tenente , designado para servir a bordo de um contratorpedeiro, nas máquinas. Agora o João de Deus, antigo no navio, era cabo especialista em motores, muito elogiado pelo chefe. Breve veio o seu destaque para o Tender Belmonte, um navio de reparos, e a mim coube assinar sua transferência.

À época, o registro da vida dos marinheiros era feito em uma espécie de caderno horizontal, capa de cartolina grossa e escura com folhas de cores diversas para anotações escrituradas manualmente.
Desembarquei um ano mais tarde para a Força de Submarinos, chamado para fazer parte da equipe seleta de oficiais submarinistas.
Em um uma determinada fase do meu curso, a Diretoria do Pessoal da Marinha solicitou o meu comparecimento à Divisão de Movimentação de praças.

Ao me apresentar, trouxeram a Caderneta Registro do João de Deus e perguntaram se a assinatura que constava de sua última passagem era minha. Ao vê-la afirmei que sim, mas, observando cuidadosamente percebi que algumas letras tinham inclinações diferentes e pela data verifiquei que não; já estava na Base de Submarinos naquela ocasião.Era referente ao embarque, meses atrás, do João de Deus em um navio da Força de Transporte, que normalmente realizava viagens ao estrangeiro.

O João de Deus, sargento novamente dessa vez da Marinha, havia embarcado por conta própria. Recebia em dólares, ficara encarregado do equipamento de produção de água potável do navio. Exercia sua função com tanta eficiência que não havia restrição a banho.

Passou assim os quatro meses em que esteve embarcado e o seu azar foi ter sido proposto pelo chefe de máquinas para fazer a próxima viagem ao estrangeiro, quando, então, a Diretoria do Pessoal percebeu que ele não estava lotado oficialmente a bordo.

Era tão prestigiado que ao ser descoberta a fraude, o Comandante do navio quase pediu ao Almirante Chefe da Força de Transporte para que efetivasse de verdade o seu embarque. Foi difícil julgá-lo.

Agora tenho sérias dúvidas se o João de Deus tinha mesmo esse nome e de que parte do Brasil ele veio, ou se ele era um autêntico malandro, talvez carioca.
João de Deus não tinha sotaque.
Hoje João de Deus é assessor de um Ministério.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

ARTIGO do AUGUSTO ACIOLI

Segurança Pública no Rio de Janeiro
Evitem, tanto quanto possível, andarem sozinhos, à noite, na cidade do Rio de Janeiro, pois retrocedemos no tempo e voltamos à época dos comboios. Vale a pena ter sempre, à mão, não só os telefones de amigos, médicos e advogados como também das principais cooperativas de táxis. No final das contas, sai muito mais barato utilizar o atendimento que tais serviços proporcionam, com a grande vantagem de vocês poderem se divertir nas saídas a restaurantes, baladas, cinemas, etc., mais tranqüilos e relaxados, sem necessitarem se limitar aos dois chopes regulamentares e, ao final, serem transportados de volta às suas residências em veículos novos dirigidos por motoristas profissionais.

Habituem-se a identificar pessoas, pareçam ou não suspeitas. Treinem. Tentem registrar quantas peças e cores de vestuário vocês conseguem reter na memória. Utilizem como referência de altura, portas de apartamentos ou automóveis. Observem a existência de sinais pessoais (cicatrizes, marcas, furos nas orelhas, ...). É muito comum, após ocorrências em que somos vítimas, confundirmos a altura dos marginais, as roupas que vestiam, se as tatuagens ficavam no lado esquerdo ou direito, se o desenho era um dragão ou âncora, etc.

Se forem fixar atenção aos trajes dos delinqüentes escolham, em primeiro lugar, a calça e os sapatos, pois é comum os criminosos usarem 02 (duas) ou mais camisas sobrepostas.

Ao descerem de automóvel a Avenida Rio Branco, no centro da cidade, a partir do anoitecer, estejam certos de que ao seu término, próximo ao "Obelisco", se virarem à direita em direção aos bairros da Glória, Catete, etc. ou se pretenderem alcançar o Aterro do Flamengo e tiverem a pouca sorte de ficarem retidos nos sinais de trânsito lá existentes, terão em torno de 30 % (trinta por cento) de chance de serem assaltados pelos bandidos de menor idade (assistidos por adultos) armados de pedras, facas, garrafas, giletes que se escondem atrás das árvores ou ficam deitados no gramado da Praça que margeia aquelas vias de trânsito, à espreita das vítimas, preferencialmente, senhoras, idosos, jovens ou distraídos. O ponto, bastante conhecido das autoridades e de todos os motoristas de táxi fica, exatamente, em frente ao Passeio Público. O assalto pode ocorrer em qualquer um dos seus quatro lados.

Idêntica cautela ao transitarem, à noite, por trechos repletos de grossas colunas ou com grandes bancas de jornais. Estas últimas, verdadeiros mini-shoppings, transformaram calçadas em becos facilitando a ação dos assaltantes.

Evitem parar para "bate-papos" nas calçadas do Centro da Cidade. Vocês ficarão vulneráveis. Adotem o hábito de convidar amigos e conhecidos a entrarem em um bar para tomarem um café, pois assim procedendo deixarão de ser incomodados por algumas das seguintes "tribos":

- "Preciso do dinheiro do ônibus para Nova Iguaçu, Seropédica, Guapimirim, Caxias, ... ";

- "Me dê uma ajuda na passagem de volta pro Nordeste";

- "Isso não é um assalto, me dê quanto quiser pois prefiro pedir !";

- "Não quero dinheiro, sou um trabalhador, peço que me arranje um serviço na sua casa" afirmam, portando, algumas vezes, marretas, martelos, alicates, etc., com evidente propósito de intimidação. Se vocês estiverem caminhando durante este tipo de abordagem não parem nem respondam, passem direto;

- "E aí, não se lembra mais de mim ?" (sequer olhem e sigam em frente).

A propósito, já notaram que a maioria dos turistas que andam em nossas calçadas ou transitam no Metrô-Rio mais parecem "retirantes de áreas devastadas" ?

Por que será? Sem relógios, pulseiras ou anéis e usando camisas, bermudas, vestidos ou calças bastante simples - às vezes, até, surradas - chinelos de dedos ou sandálias. Não é para menos, pois já desembarcam na cidade do Rio de Janeiro em verdadeiro pânico, tantos são os avisos que recebem, lá fora e aqui.

Nós, habitantes desta cidade, que um dia ainda voltará a ser chamada de MARAVILHOSA, pelo menos, tornamos públicos tais fatos.

O mesmo não se pode dizer de muitas outras, no Brasil ou no Exterior, que para defenderem seus "Nichos de Turismo" os ocultam da mídia, como por exemplo: o murro no rosto com que os ladrões motorizados, em Roma, agridem, inclusive, senhoras de idade, ao roubarem suas bolsas, as facadas dos assaltantes em Paris (como a que vitimou a teatróloga Ruth Escobar), os freqüentes furtos de bolsas durante os cafés da manhã em hotéis de Miami ou das malas dos viajantes que chegam diante das portas da rede hoteleira em Madri ou ainda, os assaltos e outros atos de violência durante a passagem dos Trios Elétricos, em Salvador: AXÉ !

É até previsível que no centro do Rio atuem muitos ladrões - como ocorre em qualquer lugar do mundo - pois é lá que estão concentrados massa trabalhadora, instituições financeiras e o comércio. Estranho seria eles se agruparem na periferia tal qual há trinta e tantos anos atrás.
Tempos recentes, saindo de um prédio comercial em dia da semana, em torno de 19h30m, para aguardar um táxi na esquina de Rua do Rosário com Avenida Rio Branco notei que um dos porteiros saiu em minha companhia e permaneceu conversando comigo até eu entrar na condução. Durante o breve diálogo disse que ali estava para inibir os assaltantes que, com certeza, iriam me atacar e identificou 03 (três) indivíduos parados nas redondezas - já conhecidos de longa data - não só de centenas de funcionários de edifícios da área, bem como de todos - enfatizou - TODOS, os policiais que por lá circulam.

A pergunte que fica: "a quem" recorrer nessas horas de pavor?

O que não pode continuar acontecendo é a fragilização que se impôs, ao longo dos últimos 40 (quarenta) anos, ao trabalho de abordagem preventiva. O policial caminhante atuando, de preferência, em dupla (lembram-se dos antigos Cosme & Damião) pode e deve fazer indagações, de forma própria e em benefício dos demais cidadãos, a todos os indivíduos que se comportem de maneira suspeita, nas vias públicas.

É subjetivo o conceito de abordagem preventiva: É!

Existe outra fórmula? Que eu conheça, NÃO!

Haverá reações populares e da mídia a esse procedimento? COM TODA CERTEZA!

Alguém discorda da afirmação de que a insegurança dos cidadãos nas vias públicas das principais cidades brasileiras é um fato concreto? NÃO, e tenho absoluta certeza de que até os familiares dos próprios criminosos concordam!

Enquanto os bandidos nos elegem como presa fácil, a autoridade policial fica de mãos e pés amarrados esperando a consumação do crime, pois conhece muito bem a ira dos que passam 24 horas por dia tentando encontrar falhas - as menores que sejam - que permitam acusar os organismos de segurança pública de agressão aos direitos humanos.

Estejamos certos: os marginais agradecem penhorados tantas interferências ao trabalho policial!

É fato que todos os cidadãos querem uma polícia eficiente, mas, grande parte da população rejeita ser indagada por um policial, dentro do seguinte entendimento: "O que meus amigos ou conhecidos vão pensar se me virem sendo questionado por um guarda na rua?"

Acho que a população tem que decidir sobre qual é a polícia que deseja:

- A polícia civil, a polícia militar ou uma única instituição que reuniria o que de melhor existe em ambas as corporações?

- Uma instituição de fachada ou uma que funcione de verdade, que pague salários dignos, possua um plano de cargos e salários compatível e coerente com a contrapartida dos serviços a serem recebidos pela sociedade e que acabe com os ultrapassados, burocráticos, ineficientes e desumanos turnos de 24h00 de trabalho por 72h00 de repouso, que além de prejudicarem a eficácia do organismo policial, jogam grande parte de seu efetivo aos braços de serviços paralelos conhecidos como "BICOS"?

- A que aborda, averigüa, investiga, reprime e prende ou a que espera os crimes acontecerem, para agir ?

Se existem falhas na esfera policial - o que ninguém tem dúvida - que elas sejam apontadas, corrigidas e seus responsáveis processados, da mesma forma como se está tentando executar a nível do congresso nacional, na área previdenciária, no poder judiciário, nos governos estaduais, municipais, no sistema financeiro, etc.

O que não se pode continuar permitindo é que a POLÍCIA seja impedida de fazer o dever de casa, ou em outras palavras, é imperativo massificar, à exaustão, o esforço preventivo!

Finalizando:

- Consultar um advogado antes, vale;

- Ir ao médico ao primeiro sintoma, vale ;

- Tomar a vacina antes do surto, vale ;

- ATUAR, ANTES DO CRIME SER COMETIDO, VALE, E MUITO!

Augusto Acioli de Oliveira
Economista
augao148@gmail.com

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

ARTIGO de MARIA LUCIA V. BARBOSA

"BRASIL AVACALHADO"
Maria Lucia Victor Barbosa

11/09/2010
Como um todo nunca levamos à sério coisas sérias. O brasileiro é um piadista nato e seu humor lhe basta. A informalidade é nosso forte e a moralidade nunca o foi. À massa bastam futebol, carnaval, cerveja, celular, TV a cabo e a felicidade comprada em 12 (doze) prestações em lojas de departamentos.
.
Valores como honra passam longe da percepção coletiva. Sentimento de pátria ocorre para uns poucos que no exterior se deparam com algum símbolo nacional ou um forró em Nova York, executado para público de Terceiro Mundo. Entretanto, na era Lula/PT, justiça seja feita, chegou-se a um grau de avacalhação nunca antes havido nesse país.
.
No plano urdido pelo principal grupo de poder petista, uma espécie de gabinete da sombra, o Brasil avacalhado é a ante-sala da ditadura do PT, que culminará sob a dominação de Rousseff. E esta é o golem de Lula da Silva, ou seja, a criatura que ele plasmou para lhe obedecer, humana apenas na aparência que a propaganda lhe confere, mas sem intelecto nem personalidade próprias. Como seu criador ela será uma figuração manejada, ideologicamente, por certas forças que o homem comum desconhece: o Foro de São Paulo que congrega a esquerda troglodita.

.
Mergulhado no mundinho fácil do consumo, o povo abestalhado ou abestado como diz o palhaço Tiririca que será eleito, triunfalmente, aplaude o paizão Lula e votará na mãezona Rousseff, agora travestida de avó devotada. Tudo é propaganda na ante-sala do Estado Policial petista, cuja última façanha foi devassar o sigilo fiscal da filha, de parentes e de correligionários do candidato do PSDB, José Serra.
.
Mistura-se ao crime cometido na Receita Federal, órgão subordinado ao Ministério da Fazenda, que por sua vez é subordinado à presidência da República, a mentira descarada, a negação hipócrita dos envolvidos, todos do PT, a intriga que tenta infamar os adversários. E com maestria o PT faz aquilo que mais entende: transforma a vítima em culpada. O povo, que em sua maioria não sabe o que é Receita Federal, aplaude Lula da Silva enquanto corre solta a canalhice nos órgãos públicos. No Brasil, o crime compensa desde que você seja um companheiro.

.
Não se contentando em atropelar a linguagem, cuspir palavrões, exibir sua costumeira vulgaridade, o paizão pula e berra nos palanques e na TV. Ele é o maior cabo eleitoral de seu golem e mente, mente e mente, porque lhe ensinaram que quanto maior a mentira mais o povo acredita. Descaradamente, ele pergunta à platéia embevecida: “Cadê esse tal sigilo que não apareceu até agora?”. E acusa Serra de colocar a família como vítima da devassa fiscal feita pelos beleguins do PT.
.
Será que Lula da Silva gostaria, por exemplo, que fosse devassado o sigilo fiscal do seu filho Lulinha, aquele que de ex-funcionário de zoológico alcançou rápida e estrondosa ascensão financeira? Ou de outros membros de sua família que estão bem distantes das agruras do proletariado? Se o PSDB usasse as habituais e abjetas táticas de dossiês para infamar adversários, Serra já estaria preso e incomunicável, mas Lula e seu PT são impunes porque conseguiram em 08 (oito) anos, sem oposição, dominar as mais importantes instituições, os grupos de pressão e os partidos políticos.
.
Lula avacalhou o Congresso e quer mais para Rousseff, elegendo também a maioria dos senadores. Avacalhou a Educação, a Saúde, o Enem, os Correios, a Petrobrás, a Receita Federal.
.
Internacionalmente, avacalhou nossa política externa apoiando ditadores, chamando dissidentes cubanos que morrem em greve de fome de criminosos comuns, se envolvendo em casos vergonhosos como o de Honduras, seguindo par e passo com Hugo Chávez e outros déspotas latino-americanos.
Indiferente, o povo abestalhado aplaude o paizão das bolsas-esmola, dos gordos lucros presenteados aos magnatas, da imprensa que, comprada com verbas oficiais, repete a palavra e os hipotéticos feitos do dono.
.
Seis anos de bonança econômica internacional, o fiel cumprimento do Plano Real de Fernando Henrique Cardoso, muita propaganda e falatório do presidente da República, distorção de dados e nenhuma oposição produziram a sensação de que os indivíduos vão bem. Entretanto, o Brasil avacalhado vai mal. E vai piorar.
.
Que se cuidem os endividados pelo consumo irresponsável, os doentes que morrem nas filas do SUS, os que deixam as escolas como analfabetos funcionais, os que terão suas vidas devassadas com a quebra de sigilos bancários e fiscais, a mídia que será ferozmente censurada.
.
Sem Poder Judiciário que proteja os cidadãos através da isonomia da lei, sem um Congresso que legisle em prol do bem comum, com a mídia amordaçada pelo futuro ministro da Mentira, à mercê de novos impostos para sustentar a pesada e aparelhada máquina pública, submetida à Constituição à lá Chávez que Rousseff pretende impor, a nação tiririca continuará a aplaudir.
.
Brasileiro está acostumado a rir de sua própria desgraça e não tem complexo de vira-lata: tem orgulho de ser vira-lata.
Maria Lucia Victor Barbosa é socióloga.
mlucia@sercomtel.com.br

terça-feira, 7 de setembro de 2010

CONTOS DO MUNIR 48

500 ANOS EM UMA MANHÃ DE DOMING0
Foi um espetáculo visto pelos privilegiados moradores do Rio de Janeiro e, embora a televisão tenha mostrado horas mais tarde o desfile, a emoção só foi vivida por aqueles cariocas que naquela manhã de domingo estavam à beira-mar e acordaram um pouco mais cedo do que de hábito.

A suave névoa, que fez o pano de fundo, deu o mimetismo cinza desejado pelos comandantes quando em tempo de guerra, mas não chegou a ofuscar o visual dos navios modernos. Ofertou o ar de mistério e fantasia aos veleiros que contavam um pouco de história naval em suas passagens.

O Cisne Branco nos deu saudades do nosso antigo veleiro Almirante Saldanha.




O Sagres outrora Guanabara, nos lembrava as antigas fainas manuais laboradas por aspirantes à época em que pertencia à Marinha Brasileira.



A caravela Espírito-Santo e o veleiro Tocorimé em seus modelos originais, mostravam bem o determinismo dos navegadores portugueses quando singravam em busca de novas rotas e terras.

Nosso Laurindo Pita bravamente saíra barra afora ostentando com garbo suas duas chaminés do tempo da Primeira Guerra Mundial.
O Rebocador Laurindo Pitta, atravessando a Baia da Guanabara no final da tarde de 16 de junho de 2007. (foto: Edson Lucas)
A fragata americana Estoncin sacrifica a silhueta esguia das outras companheiras para defesa de contaminação por radioatividade em um possível ataque nuclear.
Uma outra fragata tipo Stealth mostrava suas linhas curvilíneas de modelo feminino que a tornava invisível aos olhos do radar.
Encerrando o desfile o vulto negro e perturbador de um subma
rino diesel-elétrico, contrastando com a pintura clara dos navios de pesquisa e oceanográficos, é amenizado pelo surgimento de figuras humanas em uniforme branco em seu estreito e alongado convés.
Outra visão mais aterradora: um submarino nuclear, sem nenhuma humanidade, e escuro como a noite, capaz de destruir com seus mísseis atômicos cidades inteiras, surge na superfície como monstro cilíndrico fora de seu habitat.
Pena que não tenhamos visto nossos aviões de ataque no céu.
Autor: Munir Alzuguir
E-Mail:alzumunir@gmail.com

domingo, 5 de setembro de 2010

PROGRAMAÇÃO CULTURAL DO PIRAQUÊ:SETEMBRO/2010

PROGRAMAÇÃO CULTURAL NO PIRAQUÊ: SETEMBRO/2010
CINEMA

HORÁRIOS DAS SESSÕES
3as. e 4as. feiras = 17 h e 20 h
5as., 6as. feiras, sáb, dom e feriados = 15h, 18h e 21h
De 03 à 09/09 - DRAMA = FLOR DO DESERTO
De 10 a 16/09 - COMÉDIA = O PEQUENO NICOLAS
De 17 a 23/09 - DRAMA = COCO CHANEL & IGOR STRAVINSKY
De 24 a 30/09 - DRAMA = BRILHO DE UMA PAIXÃO
De 01 a 07/10 - AVENTURA = ESQUADRÃO CLASSE “A”

SESSÃO NOSTALGIA

Dia 13/09 – às 20:30 hs - SUSPENSE= RI-FI-FI, de Jules Dassin – CENSURA: 14 anos

ESPAÇO NOSSOS ARTISTAS
Dia 06/09 a 04/10 = ARTISTA PLÁSTICO “LIA DANTAS SOUZA”

TEATRO INFANTIL APRESENTA

De 04/09 (Sábado) – às 15:00 hs – FAIXA ETÁRIA: de 05 a 08 anos
“LAZY TOWN” Cia. BIARTE

MÚSICAS ao CAIR da TARDE
(no ESPARDEQUE=TODAS 6as.FEIRAS=20hs-24hs)
Dia 10/09=KEISSE COSTA ( Voz e Violão)
Dia 17/09=KLEBER MAX (Violão e Teclado )
Dia 24/09=LEILA ALVES (Voz e Violão)
Dia 01/10=JEAN JADE (Voz e Violão )

TARDE DE CHORINHO
( na Praça Alte. Saldanha da Gama com-KADÚ MAZZONI )Dia 19/09 (Domingo) às 17:00 hs, tocando os melhores Clássicos de Chorinho

CLÁSSICOS do PIRAQUÊ
Dia 18/09 (Sábado) às 16:00 hs – Entrada Franca
MÚSICA DE VILLA LOBOS com DUO VILLA - RIO
FERNANDO CURY (Violonista) e IVAN ZANDONADE (Violonista)

SHOW NO CAPITÂNIA
Dia 25/09 (Sábado) às 23:00 hs – Abertura do Salão às 20:30 hs
COM O SHOW “BEATLES FOR SALE – 50 anos dos BEATLES”
JANTAR INCLUÍDO.Convites na Tesouraria a partir das 07:15 hs do dia 04/09/2010, Sábado - SÓCIOS: R$ 50,00/CONVIDADOS: R$ 60,00/– Recomendável para maiores de 16 anos